Esta página é para quem trabalha com pessoas e com território: técnicas e técnicos de ação social, psicólogos e psicólogas dos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) das escolas, técnicos de emprego e dos Gabinetes de Inserção Profissional (GIP), equipas dos Centros Qualifica, das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), das câmaras municipais e das juntas de freguesia, IPSS e outras entidades do setor social, e quem faz desenvolvimento local. Não é um folheto: é o que o site faz de verdade, com que botão se faz e onde estão os seus limites.
- O que há lá dentro, num ecrã
- Conhecer o território de uma pessoa ou de uma escola
- Detetar necessidades e lacunas
- Preparar um percurso com a pessoa
- Trabalho em rede: quem mais está no concelho
- Contactar empresas e serviços
- O que este mapa não tem (e onde não deves procurar aqui)
- Usá-lo na sala de aula ou numa sessão de grupo
- Limites, bom uso e como citar
O que há lá dentro, num ecrã
O mapa percorre Portugal concelho a concelho: neste momento há
308 concelhos montados em 20 territórios (um por
distrito, mais as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira). Cada concelho tem o seu
próprio endereço, do tipo …/viseu/lamego/, que podes colar num relatório,
num e-mail ou num código QR: quem o abrir entra diretamente nesse concelho, sem passar pelo
distrito.
Na página de um concelho encontras:
- um diretório de recursos por categorias —educação e ensino superior, administração (câmara, juntas de freguesia, Lojas e Espaços do Cidadão), segurança e proteção civil (GNR, PSP, bombeiros), saúde, associações juvenis, cultura e património (museus, teatros, monumentos), espaços públicos, desporto, comércio e serviços—, com a sua ficha, a sua fonte e a data em que foi verificado;
- um motor de pesquisa que procura dentro de toda a ficha (nome, descrição, serviços, morada) e um bloco «Não sei por onde começar» que traduz uma necessidade em filtros;
- filtros por categoria, subcategoria, público a que se dirige, dados de contacto disponíveis, tipo de entidade e fiabilidade do dado; cada opção diz quantos resultados vai dar antes de a marcares;
- uma vista de mapa desenhada com a geometria do OpenStreetMap, sem mosaicos nem pedidos a servidores externos;
- «X em números», com os indicadores que o INE publica para o concelho, e «Conhecer o concelho», que é o que se explica mais abaixo.
Tudo acontece no teu navegador. Não há contas, não é preciso fazer registo e nada do que procuras ou guardas é enviado para nenhum servidor.
Conhecer o território de uma pessoa ou de uma escola
Como se faz: entra no concelho e carrega em «X em números» nos atalhos do cabeçalho. Aí estão os indicadores do INE para esse concelho —população e os restantes que a estatística oficial publique a esse nível—, cada um com o seu ano.
Para memórias descritivas, diagnósticos sociais ou candidaturas:
- Cada número leva o seu período e, no fim do bloco, a ligação à fonte. Copia-os tal como estão, com ano e fonte.
- Se o dado vai ser defendido perante uma entidade, vai à ligação de origem: este site é um atalho para o encontrar, não a entidade que o publica.
- O diretório completa os números: quantas escolas há, se existe Loja ou Espaço do Cidadão, que associações juvenis estão registadas, que equipamentos culturais e desportivos existem. É isso que dá corpo a um diagnóstico de território.
Atenção: não há aqui dados mensais de desemprego registado. O IEFP não os publica com uma licença aberta que permita reutilizá-los, por isso o mapa não os mostra. Se precisas deles, vai diretamente às publicações do IEFP.
Detetar necessidades e lacunas
Como se faz: percorre as categorias do concelho e vê o que falta tanto como o que existe. Um concelho sem Loja nem Espaço do Cidadão, sem associações juvenis registadas, sem ensino secundário ou com poucos espaços públicos onde caiba gente diz muito sobre as deslocações que as pessoas têm de fazer e sobre o que se pode montar localmente.
Em concelhos pequenos o resultado costuma ser o mesmo: pouca ou nenhuma oferta própria. Aí o útil é olhar também para os concelhos vizinhos, mudando de concelho a partir da página do distrito, porque uma escola a trinta quilómetros só existe de verdade se houver maneira de lá chegar e de voltar.
O que não se pode concluir com isto
- Não é um estudo de mercado nem uma prospeção. O que vês é calculado sobre os recursos carregados no diretório, não sobre um recenseamento de empresas ou de respostas sociais.
- «Não aparece» não significa «não existe». Há respostas que nenhum registo aberto publica —a rede de equipamentos sociais da Carta Social, por exemplo, não está aqui— e há atividade que não está inventariada em lado nenhum.
- O diretório não está completo e vai sendo ampliado por fases. Onde a lacuna pode levar a uma conclusão errada, o próprio site avisa.
- Nada disto substitui o trabalho de terreno: o telefonema, a visita, a reunião do Conselho Local de Ação Social ou da rede de parceiros. Serve para chegar a essa reunião com as perguntas já feitas.
Preparar um percurso com a pessoa
Como se faz:
- Parte de «Não sei por onde começar» ou do motor de pesquisa, e afina com «Filtrar resultados».
- Abre as fichas que servem e carrega em «Guardar» em cada uma: vão para «A minha lista», o botão com o contador que aparece na barra de resultados.
- Abre «A minha lista». A partir daí podes imprimi-la ou guardá-la em PDF (sai com morada, telefone, e-mail, horário e site de cada recurso, e com a data do dia), e em «Partilhar esta lista» podes copiar a ligação, enviá-la por WhatsApp ou gerar um código QR para a entregar em papel.
- Podes acrescentar uma nota de até 280 caracteres que viaja com a lista: «pergunta pelo horário de atendimento e diz que vens encaminhado pelo GIP».
Quem recebe a ligação vê a lista com a tua nota e pode guardá-la na sua. Serve tanto para entregar um percurso à pessoa como para encaminhar para outro profissional com o contexto já explicado.
Dois limites importantes. «A minha lista» fica guardada nesse navegador e nesse dispositivo: não é uma conta, e se apagares os dados do navegador perde-se. E a nota viaja dentro da ligação, por isso pode ser lida por qualquer pessoa que a tenha: não escrevas nela nomes, telefones nem nenhum dado pessoal da pessoa que acompanhas.
Sobre descarregar os dados
Convém dizê-lo com clareza: o site não tem botão de descarga. Não há exportação para CSV nem para Excel a partir do navegador. O que podes levar contigo é o PDF de «A minha lista», a ligação dessa lista e o endereço de cada concelho. Se para um trabalho precisas dos dados numa folha de cálculo, escreve-nos a partir da página de contacto a explicar para quê: há uma ferramenta interna que gera essa extração e pode ser estudada caso a caso, respeitando a licença de cada fonte.
Trabalho em rede: quem mais está no concelho
Como se faz: nos atalhos por categoria, entra em «Administração» para teres a câmara municipal, as juntas de freguesia e as Lojas e Espaços do Cidadão; em «Educação», as escolas e as instituições de ensino superior; nas associações juvenis, as que estão inscritas no registo do IPDJ; em «Saúde», os centros de saúde; e em «Espaços públicos», os sítios onde cabe gente: salas, auditórios, pavilhões, parques e praças.
Para o que não encaixa numa categoria, em «Não sei por onde começar» há o grupo «Quero organizar uma atividade», que leva diretamente a espaços e a associações com que contar.
E como o mapa é nacional, os concelhos vizinhos estão a um clique: a partir da página do distrito podes mudar de concelho e ver o que há na região. Para encaminhar, para montar algo em conjunto ou para saber se a associação que procuras existe no concelho ao lado, é esse o caminho.
As IPSS e a rede de respostas sociais não estão no mapa: não há um registo publicado com licença aberta que o permita. Para isso continua a valer a rede social do concelho e o contacto direto. E antes de encaminhar alguém, confirma o telefone e o horário na própria entidade: a ficha diz de que fonte vem e quando foi verificada; se isso foi há dois anos, liga tu primeiro.
Contactar empresas e serviços
Como se faz: as categorias de comércio e serviços e de desporto reúnem o que o OpenStreetMap recolhe no concelho: lojas, restauração, oficinas, serviços, ginásios e clubes. O filtro «Dados de contacto» deixa só as fichas que têm telefone, e-mail ou site.
O que há de verdade
Isto tem de se saber antes de prometer alguma coisa a alguém:
- Não há aqui um diretório oficial de empresas, nem registo de cooperativas, nem registo de alojamentos turísticos: nenhum está publicado com uma licença aberta que permita reutilizá-lo.
- O que há é o OpenStreetMap, que não é uma fonte oficial: é mantido por pessoas voluntárias, pode estar desatualizado e convém confirmá-lo.
Dito de outra forma: o que vais ver é sobretudo o comércio e os serviços de rua, não o tecido empresarial completo. Para prospeção de estágios, formação em contexto de trabalho ou ofertas de emprego, serve como ponto de partida, não como lista fechada de empresas do concelho.
O que não vais encontrar aqui: dados pessoais. Quando um negócio está em nome de uma pessoa singular publica-se o nome e a inicial do apelido, e só o contacto do negócio: nunca a morada nem o telefone particular de ninguém. Também não há nomes de titulares nem de pessoas de contacto. Aparecer no diretório não é uma recomendação nem uma avaliação de nenhuma empresa.
O que este mapa não tem (e onde não deves procurar aqui)
Para não perderes tempo, esta é a lista do que não está no mapa, porque não existe publicado com uma licença aberta:
- a rede de centros de emprego e formação do IEFP e os Centros Qualifica;
- a Carta Social e o diretório de IPSS;
- o registo de cooperativas e o registo de turismo;
- o desemprego registado mensal do IEFP;
- concursos, apoios e prazos de candidatura: o mapa não os acompanha.
Para qualquer um destes, vai às páginas oficiais das entidades responsáveis. Se algum passar a estar disponível com licença aberta, entra no mapa e esta guia é atualizada.
Usá-lo na sala de aula ou numa sessão de grupo
Algumas formas que funcionam com um grupo:
- Cada aluno, o seu concelho. Cada um abre o mapa, procura o seu concelho e responde a três perguntas: quantas pessoas vivem lá segundo o INE, que escolas e instituições de ensino superior existem, e que serviços públicos tem à mão. Depois comparam-se em conjunto: o contraste entre a sede de distrito e um concelho pequeno do interior explica em cinco minutos o que um tema inteiro.
- Caçar lacunas. Em pares, procurar um serviço que falta no concelho e descobrir onde fica o mais próximo e como se lá chega.
- Percurso de um caso. Distribui-se um perfil (jovem sem experiência, pessoa recém- chegada ao país, pessoa com mais de 45 anos desempregada) e cada grupo monta a sua «A minha lista» e partilha a ligação com os restantes para a defender.
- Orientação com famílias. Numa sessão do SPO ou numa reunião com encarregados de educação, abrir diretamente o endereço do concelho e percorrer juntos a oferta de escolas e de ensino superior.
Pode projetar-se sem instalar nada e funciona no telemóvel. Se a sala não tiver boa ligação à internet, prepara antes a lista e leva-a em PDF.
Limites, bom uso e como citar
- É informação orientativa. Os dados vêm de registos oficiais e de sites de organismos, e podem estar desatualizados: um registo demora a refletir um encerramento ou uma mudança de telefone. Confirma sempre antes de encaminhar alguém.
- Cada ficha diz de onde vem e quando foi verificada, e leva uma etiqueta: «verificado», «parcial» (com o que falta explicado) ou «comunidade» (OpenStreetMap, não oficial). Um dado que não foi possível verificar não se publica: deixa-se o espaço em branco.
- Não pertence a nenhuma câmara nem a nenhuma entidade pública. É um projeto independente e sem fins lucrativos, parte do ecossistema de Mi Ruta Formativa Profesional. Nenhum organismo responde pelo que aqui se diz.
- Se vires um erro ou faltar uma entidade, avisa-nos a partir da página de contacto: há um formulário que prepara a mensagem, e também podes escrever para contacto@mirutaprofesional.com. Se o dado vem de um registo público, convém além disso corrigi-lo na origem, ou voltará a aparecer da próxima vez que o diretório for gerado.
- Reutilizar os dados depende da licença de cada fonte, e estão todas listadas com a sua no aviso legal do projeto e no de cada território. Algumas obrigam a manter a mesma licença. Cita sempre a partir da fonte original, não a partir daqui.
- Para citar o site numa memória ou num trabalho, basta isto: O Teu Mapa Comunitário, consultado em [data], de preferência com o endereço do concelho concreto.
- Privacidade. O site não guarda o que procuras nem o que guardas na tua lista; explica-se em Privacidade. E lembra-te: as notas das listas partilhadas viajam na ligação, por isso não ponhas nelas dados da pessoa que acompanhas.
Sentes falta de alguma coisa? Esta guia escreve-se com o que conta quem trabalha com ela. Se há algo de que precisas e o site não faz —ou faz de uma forma que não te serve—, diz-nos na página de contacto ou escreve para contacto@mirutaprofesional.com.